24 de junho de 2011

Culinária da Dinamarca



A culinária da Dinamarca, tal como a de outros países escandinavos (Suécia e Noruega) e do norte da Europa em geral, como na Alemanha, é composta de pratos pesados, ricos em gorduras e carboidratos. Isto é devido à sua tradição agrícola e ao clima frio, caracterizado por invernos rigorosos e longos.

Antes de o país se industrializar (cerca de 1860), a agricultura de subsistência, gerida pelas famílias, individualmente, era a principal atividade econômica da Dinamarca. Os produtos importados eram raros, o que originou hábitos gastronômicos determinados pelos produtos locais: cereais, lacticínios, carne de porco, peixe, maçãs, ameixas, cenouras, batatas, cebolas, cerveja e pão.

O prato nacional é o smørrebrød (traduzido à letra, pão com manteiga), que consiste em pratos frios feitos com uma fatia de pão de forma escuro, denominado rugbrød, coberta com diversos tipos de recheios, tais como saladas, frango, atum, pasta de fígado, rodelas de tomate ou carne de bovino, entre outros.

 

O smørrebrød nasceu como uma versão mais simples, contendo apenas queijo ou salsicha como cobertura. Era levado pelos trabalhadores para o trabalho. A sua divulgação cresceu na década de 1880, altura em que pequenos restaurantes de smørrebrød começaram a aparecer em Copenhagen. O cardápio mais antigo que se conhece contendo smørrebrød pertencia ao restaurante Nimb, em Copenhagen, datando de 1883.

Uma das pessoas famosas que tornaram o smørrebrød dinamarquês conhecido pelo mundo foi o negociante de vinhos Oskar Davidsen, com um cardápio de 177 variantes de smørrebrød, no restaurante que abriu em Nørrebro. Atualmente, a quinta geração da família Davidsen mantém viva a tradição dos restaurantes de smørrebrød.

O Rugbrød (em Dinamarquês, pão de centeio) é o pão mais utilizado na Dinamarca. O rugbrød comum assemelha-se normalmente a um retângulo castanho longo, com mais de 12 cm de altura e entre 30 a 35 cm de comprimento, apesar das formas e dos tamanhos poderem variar, assim como os ingredientes. A massa amarga é sempre a base. O pão pode ser confeccionado com farinha de centeio ou conter até um terço de grãos de centeio. Também existem variantes com sementes de girassol ou outras sementes.


O pão é sempre muito magro, sendo o seu conteúdo comparável a muitas outras variedades de pão. Não contém qualquer tipo de óleo ou de tempero, para além do sal, apesar de conter freqüentemente conservantes para permanecer fresco mais tempo.

 

Apesar de ser amplamente elogiado pelos dinamarqueses e de ser encontrado por vezes no norte da Alemanha, o rugbrød não tem grande aceitação noutras culturas, uma vez que é visto pelos não-dinamarqueses como sendo demasiado amargo, demasiado duro, ou tão somente como pouco atrativo aos olhos. Por outro lado, uma das maiores queixas dos dinamarqueses expatriados é a dificuldade que alegam ter em encontrar pães aceitáveis nos países de acolhimento.

O rugbrød com manteiga é a base essencial para fazer sanduíches com uma só fatia de pão, muito usuais e populares na Dinamarca (O smørrebrød, já citado acima).
A refeição quente de caráter nacional poderá ser carne de porco no forno com batatas aloiradas, repolho roxo cozido e molho castanho.



São ainda bastante populares as almôndegas ao estilo dinamarquês, conhecidas por frikadeller, confeccionados com carne de porco picada, carne de vitela, cebola, ovo, sal e pimenta preta. Estes ingredientes começam por ser moldados em forma de bola. Estas bolas são depois espalmadas, formando frikadeller. Em seguida, estes são fritos numa frigideira em banha de porco, ou, como é mais comum nos dias de hoje, em manteiga, margarina ou até óleo vegetal.





Como prato principal, frikadeller são quase sempre acompanhados por batatas cozidas e um molho conhecido por brun sovs (molho marrom). Também é comum serem servidos com cebolas salteadas ou caramelizadas e beterraba. Constituem também uma das iguarias que integram o Smørrebrød. A combinação de frikadeller e salada fria de batata é muito popular em piqueniques, dada a facilidade de transportá-los depois de cozidos. Em restaurantes de comidas rápidas, é ainda possível encontrar sanduíche de frikadeller, também conhecida por frikadelleburger, a versão dinamarquesa dos hambúrgueres.



Os molhos são muito usados e podem ser encontrados, por exemplo, nos cardápios dos postos de venda de salsichas tipicamente dinamarqueses conhecidos como pølsevogn, que em dinamarquês, significa literalmente "vagão de salsichas".



Podem ser encontrados atualmente na maior parte das áreas urbanas das cidades grandes da Dinamarca e também em jardins. São essencialmente carros motorizados, com uma pessoa dentro preparando os cachorros quentes. São completamente autônomos no que diz respeito a alimentação elétrica e a abastecimento de água. Podem deslocar-se para longe do local de venda com o seu próprio motor, após encerrarem por volta das 19 horas.

Uma coisa bem interessante sobre Hot Dog por aqui, é que eles acham que é um lanche "very Danish", ou seja, tradicionalmente dinamarquês. Mas aí eu pergunto, por que a versão mais vendida se chama "Fransk Hotdog" (cachorro quente francês)???? O Fransk HotDog nada mais é do que um pão com buraco no meio, onde eles colocam um pouco de um molho muito consumido aqui, chamado Remoulade (falo dele logo abaixo) e a salsicha, que é sempre maior que o pão!!!! É bastante esquisito (e comum) ver as pessoas comendo isso na rua... vejam vcs mesmos na foto abaixo!!!!



A comida dos vagões de salsichas é tão popular entre os turistas estrangeiros como entre os dinamarqueses. Um fato notável destes postos de venda é serem uma montra do espectro dinamarquês de molhos, nos quais se inclui o remoulade, molho feito a partir de uma maionese a que se adicionou mostarda, picles e anchovas. Inventado na França, é muito popular na Dinamarca e em Luisiana.

Estes vagões existem desde 18 de Fevereiro de 1921. Nos anos 70, existiam cerca de 700 vagões na Dinamarca, mas hoje são apenas um pouco mais que cem. Antigamente, os vagões eram explorados por comerciantes individuais. Atualmente, a maior parte deles pertence à marca Steff Houlberg, detida pela empresa dinamarquesa Tulip, que fabrica salsichas, para além de outros produtos de carne.

Na época do Natal, a Dinamarca também tem os seus pratos típicos, tais como o risengrød, um arroz-doce com leite, açúcar e canela, com manteiga espalhada sobre tudo, para dar um toque dinamarquês. É conhecido como o prato que o papai Noel e seus duendes comem.



Existem também uns biscoitinhos chamados pebernødder, que consistem numa mistura de canela, nozes e pimenta, podendo ser encontrados durante a quadra natalícia em toda a parte, para crianças e adultos.
Dessa época, é também tradicional o Æbleskiver (significando em Dinamarquês "fatias de maçã"; no singular: æbleskive) são bolinhos esféricos tradicionais da Dinamarca, feitos com uma massa de textura semelhante à das panquecas, e é consumido com geléia e açúcar. Constituem uma iguaria popular na Dinamarca desde o século XVI.

As bolas de æbleskiver são cozidas através de fritura numa frigideira especial, com várias concavidades semi-esféricas. Existem versões para fogões a gás e para fogões elétricos (tendo esta última um fundo liso). As frigideiras são normalmente pesadas, permitindo uma boa condução do calor, sendo muitas vezes fabricadas com ferro fundido. Os modelos tradicionais de cobre ainda existem, mas são usados quase exclusivamente para decoração.


A massa para æbleskiver inclui normalmente farinha de trigo, misturada com leite ou natas, ovos, gordura (normalmente manteiga), açúcar e uma pitada de sal. Algumas receitas também incluem cardamomo e limão, para melhorar o sabor, e algum tipo de fermento.

A farinha é colocada nas concavidades da frigideira previamente untadas. À medida que as bolas de æbleskiv começam a cozer, são viradas ao contrário com um espeto, para que adquiram a sua forma esférica característica. Tradicionalmente, eram feitas com pedaços de maçã ou com molho de maçã no interior, mas estes ingredientes raramente são usados no doce moderno.

As bolas de æbleskiver não são doces em si mesmas, mas são normalmente polvilhadas com açúcar em pó ou acompanhadas com geléias de framboesa, morango ou amora-silvestre. No sul da Jutlândia e em Ærø, as bolas de æbleskiver são normalmente recheadas com uma colher de chá de geléia de ameixa, uma tradição que se inclina para a Bola de Berlim alemã.

É possível comprar æbleskiver já frito e congelado em supermercados, sendo apenas necessário aquecer no forno. Na Dinamarca, as bolas de æbleskiver são comuns antes do Natal. Em Dezembro, são muitas vezes servidas com gløgg, um vinho aquecido escandinavo. Também são vendidas em feiras de caridade, eventos de escoteiros, encontros desportivos, sendo freqüentemente servidas em festas de aniversário de crianças, dada a sua popularidade e preparação fácil. As associações de voluntariado conseguem obter bons lucros ao prepararem-nos a partir da fase congelada e vendendo-os em grupos de três, com os condimentos habituais.



FONTE: Wikipédia

Bem, aí está o principal da culinária por aqui… se eu tiver saco de pesquisar mais a respeito, coloc por aqui, ok??? Mas saibam que, além disso vc só vai encontrar comida fria, sem tempero… Dá ou não dá pra sentir saudades da comidinha brasileira???? Gostaria de saber o que vcs acharam. Por favor, expresse suas opiniões nos comentários!!!

Beijoquinhas Dinamarquesas!!!!

1 Comentários!:

Brasinamarquesa disse...

OI Natália!!! Adorei esse post sobre comida da Dinamarca, que saudade daquela farofinha, arroz à grega, bife acebolado.... hehehe comi como uma louca quando estive no Brasil, delícia!!! Todos os rodízios possíveis!!! :-) Mas sobre a comida na Dinamarca eu sou viciada no rosengrod... e também nas bolas que eu chamo de "bolinho de chuva", lembra né? Delícia total... Enfim, amanhã começa abril e daqui a pouco vc estará no Brasil de novo! Aproveite!!! Beijocas, Eva

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